No último dia 20, os jovens do projeto Qualifica Sertão participaram do Encontro do Dia da Consciência Negra, realizado na quadra da Escola Municipal Maria Tâmara de Souza Nascimento e organizado pelo Coletivo de Mulheres Negras de Maturéia em parceria com o Centro Cidadania Educação e Ação Socioambiental.
A ação foi inspirada e pensada com base na Lei 10.639/03, que torna obrigatória a inclusão da História e Cultura Afro-brasileira no currículo escolar e teve como objetivo fortalecer as práticas antirracistas dentro e fora do ambiente escolar por meio do reconhecimento da contribuição dos povos africanos e afro-brasileiros na construção histórica, econômica, social e cultural do Brasil.
A atividade foi conduzida pelas integrantes do Coletivo de Mulheres Negras: Tatyane Batista, India Guilherme, Rosimere Nogueira (Julieta), Samara, Amanda Lopes e Izabella Regina e mediada por Aucilene Rodrigues integrante do Centro Cidadania que promoveram reflexões sobre o racismo individual, institucional, estrutural, religioso e recreativo, sobre a importância da valorização da cultura negra e de ações para o enfrentamento do racismo no dia a dia.
O momento foi marcado por uma série de reflexões sobre a importância do letramento racial nas escolas e comunidades, apontando como o conhecimento sobre o contexto histórico, cultural e social da população negra é fundamental para a construção de uma sociedade mais igualitária.
Além disso, o encontro estimulou os jovens a refletirem sobre suas próprias atitudes e comportamentos tanto no âmbito pessoal como profissional, e como eles podem contribuir para um mundo mais justo. O letramento racial, especificamente para esses jovens que já estão se qualificando profissionalmente para ingressarem na cadeia produtiva do turismo na região, torna-se uma ferramenta essencial para evitar atitudes preconceituosas ou estereotipadas para com os turistas que vêm de diferentes origens, raças e etnias.
O letramento racial dentro da cadeia produtiva do turismo não é apenas uma tendência, mas uma necessidade para assegurar um serviço de qualidade, inclusivo, ético e justo para a população. Sendo, portanto, de extrema importância que os estabelecimentos comerciais invistam na educação étnico-racial dos seus colaboradores, contribuindo assim, para a luta antirracista.




